sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fazer Valer Cantar

Mas sim, eu ainda canto
Porque me habita, porque me irrita
A reles, monótona voz da rotina

Sim, ainda canto e cantarei
Ainda que esteja ficando mais fraco
Sob a luz do sol maior a cada dia

E quem sabe um dia ainda cantarei
Pra te agradar, te vender poesia
Fazer cafuné na tua audição tardia

Quem sabe eu sei que um dia irei
Disfarçar em tua pele/alma arrepiada
O fruto de minha mais audaz agonia

Porque, embora eu cante, e canto
Embora eu suma, tampouco, no entanto,
É só pra fazer valer cantar, um dia.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

The Killing Moon

Tinha as mãos de enfermeira
Porém, esculpidas para o prazer.
As palavras e os gestos
Traduções do prezar da amizade infantil.
O pequeno seio, embora marítimo
Era repleto de amor fraternal.
À minha presença
Portava-se desvergonhosa, natural, feito uma irmã.

As portas, sempre abertas ao me acolher.
O habitat, prenúncio da gama extensa
Da fauna
Da flora
De sentimentos animalescos que, no entanto, viravam chicletes.
Mascava-se a dor
Para aliviar o gosto das mentiras
Que parasitavam minha garganta.

Tinha a teimosia de Peter Pan
A qual enfrentava em nível mútuo, duelo sangrento
Com sua maturidade circular, oca
Desprovida de arsenais em matéria
Criada em pântanos labirínticos
Onde tudo era nada
E nada
Menos ainda.

Ensinou-me a chorar
E por tal eu chorei quando sequer lágrima restava.
Inseriu-me a dor da eternidade
Já habitada, por seus fantasmas
Com dos quais o assombro lhe dava fruto ao gozo
De sua vaidade que queimava.
Seu fogo, insaciável
Apenas pela fonte a qual jurou amar —
Minha sincera, límpida
Nascente.

Tinha uma tristeza programada
Sociopatia congênita
Que me aniquilava
Em cada novo ciclo lunar.
Todas suas sensações buscavam novas platéias.
Ela, ventríloco.
Eu, boneco.

Reduziu-me a cada dia
Com suas estrelas cadentes e cometas secretos.
Passei de astro a molécula
Dissipado, chegou minha hora
Dei-lhe um último beijo
À testa
Recolhi meus átomos
E fui embora.

Mas houve, ali, algo de muito bom.
E, alojado em mim
Certo peso
Uma passiva, latente esperança:
Saberei o que é
Outrora.

Strange Phenomena



Engraçado. Pensar em coisas que podem estar acontecendo, sem qualquer pretensão de realidade.
É engraçado pensar que, em algum lugar aleatório da cidade, alguém cogita a idéia de confessar seu amor, àquela pessoa que faz seus nervos aflorarem, feito pequenos vulcões hesitantes, a cada segundo.
Cômico, aquele sujeito, nalgum lugar do bairro que, para fugir do tédio, pegou um restinho de álcool e despejou num pano, agora polindo seu revólver, como um atleta olímpico pole uma velha e simbólica medalha.
Nalguma árvore dos arredores do bairro, um passarinho está prestes a dar o pulo de sua vida: aprender ou morrer.
Numa casa qualquer aqui na rua, um casal enfadonho está vivendo uma das transas mais sem graça de suas vidas.
Nos telhados da vizinha, quem sabe, há um gato castrado à procura de um par, só para descobrir que, muito provavelmente, não haverá qualquer conquista. Ou talvez esteja apenas exercendo seu posto de rei da colina, afastando outros machos betas.
Acima do forro que cobre algum teto, um imenso viveiro de cupins abusa da falta de predadores locais para procriar e devorar a madeira, deixando um excesso de dejetos pelo caminho.
É hilário – talvez não tanto – que, no jardim, as formigas tenham atualizado sua rota apenas pela nova presença do cheiro que habita os lixos da cozinha, as cascas de frutas no aterro de adubo, ou a semente de butiá que, feito milagre, caiu da árvore, totalmente deslocada de época.
Na Europa, algumas moças tentam se adequar à nova rotina de se entregar para homens que sequer conhecem, pois esta é a forma mais segura de se manterem vivas.
Há talvez algum alienígena que saiba tudo o que se passa dentro de nossas cabeças, emitindo sinfonias alternadas como seu melhor passatempo voyeur.
Ali, num bueiro qualquer, baratas dormem tranquilamente.
E lá, bem longe daquilo que a região nos permite conhecer, uma família desconhecida pratica um ritual de paz, entoando cânticos coordenados sem a necessidade de um líder.

We raise our hats
To the strange
Phenomena.

Ódio

Sua flexibilidade tão perfeita e de máscara impecável;
A forma como pisam umas nas outras,
colecionando chicletes de estórias e fábulas
embaixo dos sapatos cíclicos da memória turva;
A maneira como acreditam em tudo,
achando-se implacavelmente sagazes pela não reflexão;
O regozijo que há em brincar de Deus,
e/ou tirar fotos bajulando a cruz jesuítica;
O ego;
O jeito que cada deslize torna-se estopim do rancor,
enquanto as boas ações de pouco servem -
satisfazem o agora,
egotizam o amanhã,
revelam-se insolentes para com os defeitos do próximo;
Sua incapacidade de digerir um problema,
vomitando mais dois, quatro, oitocentos;
Suas implosões de sarcasmo,
quando à frente de algo que não querem entender;
Pestes que disseminam por alimentar os pombos,
fazer vista grossa aos ratos e banalizar os mendigos;
Suas mentiras opcionais, fardos intencionais,
pressões descarregadas em quem mais lhes almeja;
Suas táticas de guerra e suas guerras;
Suas nações, paixões,
rojões que buscam pés alheios com data de validade;
Seu semblante pálido sempre que a memória agride;

Ah, as pessoas!
Quando não as amo,
é por pouco que não as odeio todas.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

death

evryone talks bout death
but noone knows what is like
evryone talks bout death
but noone knows what is like

see,
death sometimes can save
but sometimes can bury
make only bones remain

when you die, yknow
something happens or
nothing happens, eh?

i dreamt bout death, was weird
it was really weird, so quickly
ill tell ye the story indeed

well this woman was a singer and she saw herself in the fire, when she sung before she was the pyre, yknow
she loaned some money to another girl, but she called a man to take it back but it was held high
so one night they went to a street, and it was dark and no one was there to testify that malware
the singer shot a doors locker to seem like she was robbing that house instead, in case the police ever made an affair
the man threw a smoke grenade by the street just in case, they would see it so shed perfectly flee
the woman climbed a long long long ladder, before reachin a rooftop in the shape of a square
but it was so weird coz the rooftop was open, like a square you drew for childhood lessons, so open
she was scared but followed straight to her purpose but for her own surprise the money bag wasnt purple
it simply wasnt coz it never ever has been there, she climbed so high only to see nothin there
so the police made its noize for the first time and the lady had to be fast, quit it right
but yknow when they say, ykow, haste makes waste, a new pasta would soon make way today
the lady saw a ladder goin down the otherside, she thought it risky but shoot, i gotta give it a try!
my god so screwd was the way she connected, and now the noizy cops was hard to reject there
her hands, they simply didnt do the work right, i dunno, smth happened b4 the ultimate flight
when she was reaching the ground i woke up, but it was so damn awesome that i wrote this song

sexta-feira, 15 de abril de 2016

[Lay (again...)]


...42

Até quando
Vai

Ser tarde

Até

Que seja
Tarde demais?

terça-feira, 1 de março de 2016

The Spider

I am the spider
Who sews the whole web
An agent of shadows
that fled from the lab
I need no thanksgiving
Though weaving I weep
I feed from small bugs
That mess up your sleep

I am the spider
I survive the falls
I ran away from the rain
Set home on your walls
I once was the seamstress
Of tissues you've crushed
Does your room look clean?
My whole family seems deadly brushed.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Momentum

O sangue fluiu em suas veias feito abaixo um rio algoz, errante e de corrente descomunal, como enchente.

Sua ira, o grito de um sino ao balaço de um rifle, gutural e fúnebre, esgoelado, pairando em projétil e derrame.

Os braços tencionavam fogo e vida, calados e rijos, concisos, em vista ao dantes sofrer moribundo. Tudo transcrito em um piscar de olhos.

Atento, a fração de segundo era eterna e, assim, aboliu-se de escravidão flácida. Pousou sua mente na mosca e na mosca demorou-se, mascando, perfurando entranhas.

De resto, apenas sua liberdade expressa. O tudo, o nada, e ele: Acerta.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Fall

Night falls
My stare turns into a spear
Sharpened for master precision
It aims straight to midnight
Tensions

,,,,,,,,,,,.0
,,,,,,,,,,/((
,,,,,,,,,/,,\\
,,,,,,,,/,,,,))
>>>---------||--->
,,,,,,,,\,,,,))
,,,,,,,,,\,,//
,,,,,,,,,,\((
,,,,,,,,,,,.0

Summer dies
And thus I'll need hands
Other than mine
Autumn leaves wear passion colours
Lullabies

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

[Ches]


domingo, 22 de novembro de 2015

domingo, 11 de outubro de 2015

From The Bottom (1st part)

You're at the top of my world
And from the top of my world
You will find out
That I couldn't climb it all

I couldn't track you that high
You climbed so quiclky that I
Fell on my knees
And you did not wait for me

Wild dogs are barking
Making me nervous while you sing
I chew the memories
So glad we yearned for that first spring
Bites me what's lacking
The taste of my smile at your blink
Now all I have is anger
Towards all the hell you left down here

sábado, 10 de outubro de 2015

Superficial

Assim, lá foi ele
Atento e calado
Em contratempo com seu coração
Calçados usados
Sapatos, não

Sóis adiados
Mas nunca
Em vão

Assim, lá foi ela
Sutil e calada
À contragosto da velha canção
Dona rajada
Senhora trovão

Trazia a enseada
Na palma
Da mão

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Saber a hora de parar

Sou uma locomotiva das mais violenta
ATROPELA E ACELERA
ACELERA E ATROPELA

Eu sou um trem dos mais desgovernado
GRITA O QUE RISCA
RISCA O QUE GRITA

Furiosamente me enfio à frente
MATA MAS MORRE
MORRE MAS MATA

Fodidamente abandono os meus podre
NO PIAR DAS ÁGUIAS
NO FITAR DA PÁTRIA

Inferno! Aí vem mais uma estação...
PEEWEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
PEEWEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Fascínio

Fascínio é a arte de dominar a obsessão.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

I.M.

I am blood
I am veins and tissues
I am bones
I am parts of a whole

I am real
I am flesh and muscles
I am now
I am what I can be

I am crude
I am health and sickness
I am will
I am chilling thriller

I am weak
I am small and brief life
I am strenght
I am no big mistery

I am life
I am rhythm and rest
I am dying
I am spaceless timing

I am heat
I am sweat and silence
I am love
I am hatefully bonded

I am lack
I am need and needn't
I am vice
I am broken glasses

I am me
I am you and someone
I am us
I am blurry picture

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Secret Task

I'll be the best
For a secret task
You'll realize
When I achieve it.

I'll be the worst
To make it last
When I am done
You will perceive it.

I'll take that task
I might lack rest
But I'll pursue
Crush and absorb it.

And when I burst
The whole damn past
Will be so tiny
That I'll forget it.

[The Bus Comp.]


[Grasshopper & Waterdrops]


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

That Favorite Chick

You don't draw your gun that quick
Or you'll scare that favorite chick
If you run, she might be shocked
But when you walk, seems like a stop

You won't know a girl in days
Can't cut paths, you must find ways
Dodge your own imagination
Stay strong upon your foundation

Bites me what a girl can't see
When she's special, she will flee
Because she believes it not
No girl smiles at a man's soft spot

Love is nothing but a test
The queen of hearts, she never rests
Sometimes, though, she's got a flu
Splashes snot all over you

That sick glow inside your mind –
You're crafting glasses for the blind!
You don't draw your gun that quick
Or you'll scare that favorite chick.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

What about her?

Ilona?
Ah, yes, yes. She used to melt me.
With all those dead lights, mind puzzles.
The drawings. Yes, the drawings were the key.
When we lost it, we lost us.
Ilona, she left me for a physics course.
Though we never were together.
She had pity, so she was mercy.
Mercy.

She had the most beautiful hands.
I can't seem to get why she stopped.
Stopped me.
That stuff she did, yes, all that death.
She represented it with so much life.

Ilona, she will not die.
Maybe just physically.
Well, maybe not.
She left me for a physics course, after all.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

[Milk]


(i'm waiting
 i'm waiting
 i'm waiting
 ...for you)

[Retrato Psicológico I]




terça-feira, 8 de setembro de 2015

Não mais.

Eu não vivo mais em você

Viestes escrever-me.
Ora,
Pena já basta-me a minha!
E a tua tinta
Há muito secou.

Não vou mais sangrar por você

Meu sangue é ouro
Raro, sacro soro
E tu,
Em anéis de madames
Fizeste me exaurir.

Eu não quero mais ser você

Foi-se o que eu gostava
Simples paz de habitá-la
Nós,
Nas linhas que traçamos
Gargantas a ruir.

Não posso mais jogar com você

Querias ganhar-me.
Ora,
Apostei tudo nesta jogatina!
E o teu blefe
Eternizou.

Não mais.

24, 23.

Ônibus
Bancos
24, corredor
23, janela

O divisor
Não dividia

Algo ali
Consentia

O cheiro
Cabelos
Desejos

Vira pra cá
Vira pra lá

Dorme
Não dorme

Encosta de leve

Pulsação

Recua

Sensação

...Fingimentos.

Rebecca

Rebecca nasceu.
Olhinhos fechados, toda lambusada.
O cordão cortado
Rebecca chiava.
Nos primeiros meses, não via nada
Um ano depois, já quase andava.
Mas nada falava.

Rebecca crescia.
Perninhas curiosas, e já desmamada.
Expectativas
E Rebecca, nada.
Nos primeiros anos, não falava nada.
Ouvia as lamúrias dos pais
E chiava.

Rebecca cresceu.
Sangrou lá embaixo, toda apavorada.
Acalmou sua mãe –
Rebecca estranhava.
Já tinham sabido: ela não falava.
Da boca de Rebecca, não sairia
Nada.

Rebecca chiou.
Chocante acidente, órfã ficara.
Seus pais, o carro –
Fé dilacerada.
Diante da perda, ela agonizava
Sem achar saída, Rebecca
Gritara.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Itchy

Quase
Nem te conheço
Pessoalmente
Mas
O dia em que
Você sentir
Coceira
Chata
E insuportável
Naquele ponto
Quase
Inalcançável
Das tuas costas

Posso coçar pra você. {:

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Vivo.

É idiota só saber escrever solidão
Um murro na cara de quem não pede perdão
Me sinto imbecil e nem um pouco construtivo
Quando faço rimas em torno deste tópico destrutivo

Vou separar em estrofes, vamos lá
Tô socado no meu quarto há meses, tô sem ar
Abro a janela e logo fecho por causa dos bichos
Isso não tem nada a ver com o fato de escrever merdas

A solidão é um mal que a gente inventa
O bloqueio, a incapacidade que deus não aguenta
Estar só é só porque não se está legal consigo mesmo
É a coisa mais imbecil que em anos já me aconteceu e acontece

Porque, na verdade, sou egoísta e teimoso
E o que há de errado nisso? É o pecado de homem
Só preciso confiar mais na minha visão de mundo
E parar de tentar sentir que preciso de qualquer coisa

Aí voltamos ao tópico de precisar não precisar
Que engraçado, teimosia e egoísmo, junto com duplipensar
Eu tenho que, mais do que eu quero, eu tenho que, logo, não quero
Por que não quero? Ora, eu devo querer. Talvez porque devo é porque não quero.

O dever, o que há de errado com ele?
Aceita logo que tens uma missão neste mundo.
Procura encontrá-la, pra que tu te conheças melhor
E, se não encontrá-la, ora, faz a tua própria missão, és capaz!

Escrever sobre depressão, ansiedade e o caralho
É um troço que só vai te deixar ainda mais pra baixo
Tem tanta coisa acontecendo, mas tu tem tanta coisa boa
É só parar de lutar consigo mesmo, e começar a enfrentar o mundo

Que, por sinal, não é assim tão grande quanto tu pensas
Tem muita coisa acontecendo, sim, mas muito do que acontece se repete
Tu também vai se repetir, isso é o que acontece com o cosmo em geral
Não tem problema, sabes disso, então, repita-se, mas com genuinidade

Aproveita esse vasto vocabulário que, até agora, não usastes pra porra alguma.
Faz alguma coisa, nem que fique feio, que seja bruto, apenas faz.
Sem ficar lutando consigo mesmo, as pessoas sentem medo, não é bom.
Apenas faz. Alguma coisa, qualquer coisa, e não tenhas medo.

Não ter medo de se expor. Ou ter, mesmo assim, driblar.
Entende? Não são todos os que te observam a todo o momento.
Ninguém te espera sair de casa pra marcar em um calendário do diabo.
Conversa mais contigo mesmo.

Olha a capacidade de fazer coisas inacreditáveis, ou apenas belas.
A vontade gostosa de sentir que está fazendo, apenas.
Finaliza os teus projetos e, se não ficar bom o bastante,
faz de novo. De novo, de novo, de novo, até encher o saco.

Depois leva o saco pra algum lugar, e mostra, deixa à mostra.
Muitos vão achar só algo, poucos vão achar lixo
Menos ainda acharão que é algo mágico
São os certos, mesmo que tu não aches.

Pára de te preocupar com tudo o que acontece à tua volta.
Pára de colocar defeitos nas coisas que tu ainda não fez.
Pára de dizer pára pra coisas que vão te chacoalhar a alma.
Pára de pensar muito antes de fazer as coisas, mas pensa, ainda.

Continua a fazer, apenas - e simplesmente -, fazer. Faça.
Pontualiza bem, mas não te julgue incapaz por não cumprir tudo.
Se não for, diz que não vai ir, se disse que vai, faz um esforço, e vai.
Ora, é tão simples, é tão... simples.

Tudo o que tu precisas é não precisar de nada, mas precisar de ti.
Precisa de ti, sente de ti, vem de ti, mas depois, por favor, volta - a ti.
Pega aquilo que não te faz bem, que é confuso, e coloca em segundo, terceiro, centésimo plano.
Ou, se estiver te matando, enfrenta, ou esquece.

Sorri com as tuas coisas, visita mais os teus amigos.
Visita mais aqueles que não estão tão próximos
Pra tentar entender porque isto aconteceu, ou por que estão não tão próximos.
Vê as pessoas, os conhecidos, os amados, mas ama, ama e te apaixona mais.

Erra mais, fode mais, volta a enxergar as tuas vantagens.
Vai e te compara mais com aqueles que não queres ser
Tenta entender por que não queres ser, tenta desvendar a si mesmo
Sem te ferir, sem desespero.

Medita mais, respita mais, percebe-te mais, erre mais.
Erre bastante, tentando acertar, se ferir alguém, peça desculpas.
Mas não te impõe tudo isto que estou a pensar agora.
Apenas viva. Viva. Viva a vida. Vida, viva ela.

Vivo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Eu só vou.
Eu vou...

Só.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

@lone.

Ring the bell and there's no one home;
Arrive back and everybody's gone;
Wait for the beep that won't reach the phone;
Give up. Find yourself alone.

To be normal?

To be normal: to not emphasize it.
To reach a state where one does not care if people know that he's not emphasizing it.
After all, being normal is simply being yourself, and being yourself is the hardest thing.

Mortal Man (up)

Inside a mortal man
Lies a shiny god
And a deadly beast

He has journeyed far
Think he's saw enough
Though still he's so young

Duels within himself
Praying for the prey
And starving to death

Weird dreams haunt the man
As he thrives for peace
But his anger is hurt

Ice Cream

The day that you leave me
I'll scream
You're just like a dream
Ice cream

The Train

Here I stand
Waiting for the train that never comes
That old train, sculpted in my late bones.
But I don't wanna wait.
Oh I don't wanna wait.

For ages have I sailed
Many pages I have written
Now I read it, read it, read it
And always forget what I meant

Someone told me the train's a comin'
I have a glimpse of it's arrival
But daddy told - don't trust anyone
Anyone but yourself

So I picture myself
I am pushing my train onward
I am leaving myself behind
And though I am inside the train
I am always behind the train

Suddenly I'm back
Where the dreams are venomous
And daydreaming is poisonous
And the train is so far away
Oh the train is so far away

Now I dance around conclusions
Over facts that just can't be
Visions and delusions
I saw Eve - she chopped the tree!

In this endless ride inside me
There's no time to get it down
The train keeps me from being free
Sees me playin' a lonely clown

Someday I'll ride the train
But it won't ride me no more
First I must understand
How come one crosses the shore

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Se foi bom, não sei.

Me disseram para parar
Mas eu não parei.

domingo, 2 de agosto de 2015

A última poesia supimpa.

Este é meu derradeiro texto para encerrar um sonho em vida
Um sonho que não pode ser, tão concreta é a partida
Daquela que deteve toda uma emoção completa
Que entortou minha espinha, fez minh'alma ereta.

Um episódio onde dois não se uniram em batalha
Contra três ou mais, porém, remoendo migalhas
A epopéia de um que sonhou um dia em realizar
Mas que em sonho ficou, realidade a lhe entortar.

O altruísmo de te querer bem, nas dependências de um amigo
É muito lindo, embora não caiba sequer em meu umbigo.
Cabe a mim dizer que jamais te quis qualquer mal
É só que tua presença não preza um destino carnal.

Nobre é o homem que não teme os seus sentimentos
Sagaz, porém, o que não sucumbe a contratempos
Surgidos de fantasias que tendem a nos sufocar
Sagaz, aquele que roubou bocados de teu ar.

O amor que há de vir, constrói-se em vida
A matéria prima é vencer a partida
Até que a emoção torne a ser completa
Até que a espinha torne a estar ereta

Mas de nada adianta caprichar na janta
Se o fogo, mana da tua vela, não encanta
Sem ter os teus olhos brilhando em meu céu
Estrelas no céu da tua boca, sem mel.

Atravessando as sombras de todas más línguas
A revirar alegorias, tornei-me mar de ínguas
Enfeitado com o aroma de velhas olivas
Não foi preciso tamancos para dançar sob ogivas.

É fato que sempre tomo o ônibus espacial
Rumo àquela novela que reprisa, sem muito sal
Concordo que muito depositei nesta poupança
Que mais cantou meu medo do que sorriu na minha dança.

Mas muito atribuo a ti, sei muito bem disto
É que não sei lidar com o que um dia foi bem quisto
Só posso dizer que muitas oportunidades criei
Mas o dom de esperar - não fez de mim o teu rei.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Minha Escrita Morreu

Minha escrita morreu, não mais sei escrever
Tampouco enfeitar aquilo que há de crer
Minha escrita morreu e eu sigo aflito
Caguei-me, ao tentar construir um mito.

O tédio me engole a este exato momento
Sou chato, quadrado e inimigo do vento
Releio minh'obra, mas obra não há
Só lixo no chão e poeira no ar.

Minha cuca parece a caixa de gordura
Que entupida impede a pia de estar pura
É tanta porcaria que já estou no talo
Nojeiras tamanhas, podridão do ralo.

Pouco do que trago faz muito sentido
Muito do que faço é somente alarido
Feito um cão que late detrás do portão
Entreaberto... Segue latindo, então.

Assusta-me tal potencial incisivo
Que habita a escrita de um depressivo
Enquanto a felicidade bate à porta
Manca, caolha, fodida e toda torta.

É só mais um dia como qualquer outro
Algumas novidades ocorrerão de novo
Espero um dia conseguir transcrever
O sal desta Terra que há de nos comer.

terça-feira, 9 de junho de 2015

[...]


domingo, 10 de maio de 2015

Cansado

Cansado das pessoas me dizendo o que eu devo fazer, como fazer, quando fazer, apontando o mundo como se a culpa de ele girar fosse minha.
Pessoas enterradas sob suas próprias raízes, sem asas, sem força, e o que é mais cruel: sem criatividade.
O marasmo de suas rotinas é a cerca que cresce maior a mim: suas vozes, sons tão perfeitos que tudo o que eu desejo é sumir.
Adiante de minha fatídica revolta, gritos perfuram meus tímpanos cansados e enchem minha alma de tédio e resignação.

Cansado de tudo o que conheço. Cansado da gaiola. Da inércia. Dos passatempos repetidos. De anos e anos, que em nada mudaram. Das cobranças, do otimismo enganoso, das faíscas da paixão.

Eu desejo me desprender de todo e qualquer laço que não escolhi.
Quero voar pra longe, quero ver o mundo.
Que eu morra de frio, que eu passe fome. Que seja, que veja.
O sonho está morto.

É hora de acordar.
Despertar.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

naosei

Eu vim lá da Casa Alberta
Fui enxotar solidão
Fui trilhando a trilha certa
Mas voltei sem um tostão

Fui nadando, me queimando
Foi tamanha a diversão
Que era só seguir andando
Sem destino, sem perdão

Passei pela Abbey Road
E pela rua da praça
Descansei em Belo Monte
Dormi no banzo do Alaska

A exaltação foi tanta
Que de corpo eu jazi
Acordei na hora da janta
Jantar eu não consegui

O vampiro só tem osso
Porque um dia foi vital
Morcego vira um esboço
De sua cegueira atual

Não coloco rédea em rima
Nem abstenho o contexto
Das forças que estão acima
De qualquer mero endereço

Sei que às vezes perco a trama
E precarizo o rimar
No xadrez eu perco a dama
Para o mate funcionar

Singelo o voto da vida
E a vontade de orar
Pra quem cansou de partidas
De quem prometeu ficar

Vou levando a minha vida
Sem muito te revelar
Sei que tens encarecida
Tua boca a me julgar

Embora tudo o que quero
Seja o bem da tua pessoa
Muito embora tu me deixes
Aqui varrendo essa proa

Lá no dó de uma sonata
Algum sol em si se engancha
Do meu navio de pirata
Não sirvo ninguém à prancha

Mas confesso que carinho
É queimar a última ponta
Do grafite deste lápis
No rascunho desta afronta

Porque o que vale mesmo
São sorrisos no quintal
Não só meus mas de um todo
Maior que o plano astral

Um cometa, um profeta
Professor da desmatéria
Detentor de luz seleta
Pura energia etérea

Nada cabe que me force
A esquecer o meu caminho
Rezo muito pra que cesse
Dom meu de mentir sozinho

Desci da nave em Tokyo
Depois fui para Toronto
Vi tanta desgraça e ódio
Nesse mundo seco e tonto

Quero esquecer desprezo
Raiva, inveja e melancolia
Culpa, gula, vício, peso
Quero conhecer Catia

Tu vais brilhar muito ainda
O teu nome é uma bênção
Te digo: não despejai
Teu diamante numa latrina.

terça-feira, 31 de março de 2015

eu vou ser usado

Eu vou ser usado.
Esperança sairá correndo do meu abraço. O meu sonho tornará a tormento.
É ducha que não falha em pingar sobre meu crânio. Insistente, quer apenas penetrar a carranca, lavar todo o lodo dos meus pensamentos. Mas pouco ela pinga. Eu a abriria: alguém pode por favor me dar um pezinho?

Eu vou ser usado.
Minha imagem e semelhança retratarão em joguetes.
Sou o olhar do gato que viu fantasma, muito embora também eu habite sua asma.
Estou surdo, por isso os filmes perderam muito de sua graça. Sento-me, então, à cabeceira da cama, resumindo-me a uma leitura: é o livro da vida.
Trata-se dela batendo à minha porta. Não atendi, pois não a ouvi.
Estou surdo, lembra?

Eu vou ser usado.
Sou artífice em um mundo de inocência e ingenuidade:
Nas horas vagas, sou observador;
Nos jogos de amor, sou curinga;
Nos sonhos de paz, sou patriarca;
Na sobrevivência, sou escravo;
Na busca pela verdade, sou tolo;
Nos solavancos, sou guerreiro;
Na harmonia da vida, sou matemático;
Por fim, no tempo e no espaço, sou visgo - de colapsos.

Eu vou ser usado.
Para tudo na vida, existe um porquê. O que não sabemos é que nem sempre podemos entender.
Se eu for faca, espero poder um dia ser carne.
Se eu for lua, quem sabe um dia posso vir a ser sol.
Se eu sofrer demais, tomara deus que um dia eu sorria toda estrada.
Ora caberão as minhas lágrimas, num lago onde toda a dor tomou forma da mais pura beleza.
O meu penar por fim construirá um legado de humanidade, verdade e conjunta consciência, praticado o bem.
Os desejos primitivos não mais serão a força que guia a razão, porém a alma.
Mas antes disso, eu vou ser usado.

Eu vou ser usado.
Sou espelho para as tuas qualidades. Fazes de mim a perfeição que não poderás alcançar.
Desenhas, no quadro eu, tudo aquilo que te falta.
Com lápis sem grafite e canetas sem tinta.
Tens o dom de projetar em mim tudo aquilo que te habita.
Tu me olhas, eu, postado aqui, teu supremo espelho, e te arrumas pro teu cotidiano festival.
Eu não tenho espelho. Da tua ajuda, preciso.
Eu não tenho espelho: eu sou o espelho.
Tu me vês, então, diz a mim quem sou.

Eu vou ser usado.
Para todo fim, recomeço.
Até que a morte nos separe, agradeço.
Obrigado, por me dar de comer: arte de não ser amado.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Quem sou eu?

Quem sou eu? Perguntou.
E empurrou com a barriga
Até que a fome o matou...

[greenaway]


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

BDC

Considero-me inteligentemente supremo.
Põe-se, disto, a galope o destino:
Eu, de ego à bagagem, o burro de carga.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Queria alguém pra dizer
Aquilo que ninguém quer
ouvir.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

...11

Talvez o que assuste em mim é essa minha obsessão de entrar na vida das pessoas quando sinto que elas têm algo, alguma coisa que valha a pena descobrir.
Normalmente pessoas assim são temíveis de descoberta. Assim também eu deveria ser.
Poderia harmonizar e mediar minha ânsia frente ao desvendar das maravilhas de cada um, porém, lá no fundo, martela a sensação de que só se vive uma vez (teoricamente), e isso em nada ameniza a minha fome de alma.

Ou são as intenções.
Segundas, terceiras, quartas, milésimas...
Tão chato seria ter apenas uma.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Caixas

Quando paro pra pensar sobre as caixas
Eu me sinto um tanto, um quanto nanico
Bem, de fato são mais confortáveis
Do que aqueles flatulentos, viscosos penicos

Caixas são de mais variados tamanhos
Cores, aromas e objetos: nunca estou só
Dentro delas, sempre sou uma outra pessoa
Muitas vezes, misto de tralha, mofo e pó

Pra cada caixa houve um momento chave
Em que a chave em si foi que me libertou
Quando pensava ser livre, eu era a borda
E a borda era só um sonho que se calou

Mas não tem problema! Ó, donas caixas
Cada qual, um pedaço do que houve em mim
Algumas somando o que sou por inteiro
E de todas eu logo soube que seria assim

De tristeza e lágrima tem as caixas d'água
A madeira molha e logo nada há de ficar
Vem a terra, um dia, e forra alguma caixa
Dá ao broto a força pra a tampa quebrar

De maluco e beleza vem o vento e sopra
Tira o pó, mas é passageiro feito a idéia
Faz as caixas evoé, vão se embaralhando
E às vezes isso me dá uma tremenda diarréia

Sei bem é que um dia eu vou ter tanta caixa
Que nem vou sequer é ter coisa tanta pra guardar
Rezo pra que eu não fique em caixa aí pelos cantos
Logo agora que estou aprendendo a me virar

Se tu tem aí contigo uma caixa, e eu tô dentro
Faz logo o favor de me dar um pouco de ar!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

THE BOX

When your biggest dream
Turns out to be
Your worst nightmare...

...Will your worst nightmare
Turn out to be
bigger than your fear?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O verdadeiro amor.

O verdadeiro amor é aquele que não mede distância.
Ri na cara do tempo, molda qualquer circunstância.
Verdadeiro, o amor que flui além vida, além morte.
Que estala o peito por dentro. É nostalgia — e sorte.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

hope-nope-dope

[voice 1 - narrates impartial philosophy]

you have the right to follow
you have the pain of sorrow
can you embrace your love
climb up the skies above

exist, the sins of preachers
goes by, the time of teachers
to every burning lamp
there was a genie sent

[voice 2 - denies first voice with a rebel argument]

there's just an empty hollow
after every tomorrow
for the one puzzle solved
three more you will unfold

a world of blood and leeches
alleys with pimps and bitches
if you desire the ramp
you'll have to smash a friend

[voice 3 - yells it with authority crazy hitler german accent tone]

do that!!

judas!!

geist!!

christ!!


[main]
inside a mortal man
lies a shinny god
and a deadly beast

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

[fodace 7 x 0 tudo]

[raining stars suns desert.]


Lampião

A mente projeta delírios, submersa em razões, é colírio aos olhos do onírico. Lagos razos e lisos, fantasmas concisos, profundezas que arrasam o tato que jaz, no máximo, reflexo de um esboço fugaz.

O corpo dispende-se da realidade, enquanto caminha, sem tatear o passo, ao passo que a mente mente à realidade o que o corpo transforma e transtorna em compasso.

O espírito é a projeção da glória pretensa, que diluído condensa sentimentos breves. A chama que emana, infame, indelével, profana os caminhos do lobo da estepe. Faz-lhe uivar lânguido, e rouba oxigênio.

Fantasia, ansiedade, pretensão.
De que adianta ser gênio, então?

terça-feira, 30 de setembro de 2014

...X

un copo d'agua
un
poco
d'agua

sub trai la magoa
jo fue a nicaragua

domingo, 21 de setembro de 2014

...9

Estar bem. Passar bem.
Ir sorrindo, sozinho.
Beija-flor aprendeu:
Voar, mas baixinho.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Iscas

Pessoas que jogam iscas
 pra fisgar
 meu
 puro
 sentimento

Só lhes cabe o amor à visão
 de meu fôlego
 se esvaecendo

Deveriam, em contraponto,
 tratar-me
 com
 par
 sinceridade

Apenas concluo que não
 merecem um pingo
 de lealdade

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

[May it be: freedom or phantasy?]


...∞

ai tropeçouei naolgum muro dai, cai mas dai mealevantei e tipo assim quando ve kaboosh sumiri no orizonte dai quando ve e tals um arcoirinis brilhado cas sete corens mirrou se atropelou, dai balbuciou alguma coisa de dentro de os baú daí naquele monento, alguma coisa, aconteceu e um sabio maga feiticeira genio da lampada       ? dai os negocios que tava no bagulho perto do treco parecido com o troço ali do esquema ali pelo lance da tramóia tipo assim DO BARALHO ta ligado e. dai as word wauld heb se mixaram reproduzindo um som DO BARULHO e além, do que talvez poderia ser césar cégo um cyclope marujo que pesava muito e afundava o navio. enfim. dai os cara ficar a pele desenrugda e ai duma mulé i um morenu pois, gradativamente a gravidade estava grávida e fazia coisas que até deus umvida. penso que sinto que isento de aumento num guento aos aestresse mas desce e padece algum pede moleque tem troco? Beleza dai, faziam varios temporadas que naqueel cricket puvala um louca-deus azule.
QUE BÚLE"=/>




----!>

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Overloaded



Overloaded.

Day after day, dreams I carry heavier than me, molded.
Just like bills, with increasing taxes... Like overdose of something so good that you just can’t avoid diving into, on and on, again, and again.
I am a tiny project of myself. It grabs me from all sides I can’t even imagine, tires me on the outside, and sets me vicious within.
Can’t deny it hurts. It hurts a fucking lot.
Hurts to be so awfully placed inside an ill silhouette, therefore its illness is the cause of all glory yet to come.
Like a bent bow being flexed though the arrow aims the looking glass.
A spear at the route of sharpness. To pierce the old compass.
Oh, boy, it is sharp. I can easily smell the starving tip.
It’s edging clasps, it’s hunger.
Gets stronger as it rests.
I am a bomb without the wick. I wait for the proper climate.
I will explode just before I condense to winter.
It will be shutting boring angels with a neverending dosen of the most pure funky hell.
Whenever I'm able thru the hole, I'll surely kick my butt outta this spirit cell.
And, even though I have to re-sign their terms, my seeds will always resign their turns.
Naturally, I was born on a distant land –
The fire, quest set sail as the very dance of my blood. Ship.
The air is that which will judge, beyond and before. Sails.
And the steel is eternity dressing my future. Swords.

Mission: Unload.
Codename: Reload.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

...7

Desci da van e entrei no bambus.
Estou aqui, sentado, e, há pouco, cavocava, em busca de algo eletrizante para energizar uma razoável poesia.
Nada.
Desisti. Consenti. Decidi escrever este relato.
Acabo de servir meu segundo copo de Heineken, no ponto. Fitando a vagarosidade em que a tênue espuma se dissipa, uma coisa veio à tona: preciso arriscar mais.
Preciso do calor das pessoas mais do que qualquer outra coisa que eu possa encontrar no mundo, e preciso me libertar de meu encosto para recebê-lo. O calor, o sim ou o não.
Seja calor de toque, de fúria ou turbilhão. Seja ele o que for, mas que seja capaz de canção.
Como um dia o fui, e assim o tornarei a ser.
Seja por loucura, ou por inchaço explosivo do ser.
Preciso olhar praquela que me cativa e fazê-la saber de mim.
Eu tenho de ir além daquilo que quer me indeferir.

Tenho sofrido cada noite com minha mente que se expande e engole meu espírito, com minhas razões destrutivas que, disfarçadas de guias, levam-me à ruína.
Não há brilho em meus olhos, exceto para o conforto.
Juro que não sou assim!
O segundo copo terminou, e preciso fumar. Será?
Nunca, de verdade, me perguntei por que só viso à melhora quando há a necessidade de impressionar alguém.
Talvez eu seja chato por não ter segredos comigo mesmo.
Eu quero gostar de mim, então, por que me diminuo tanto?
Talvez o tempo me tenha travado num espetáculo de eterno pranto.
Preciso sair disso, aliar-me, então, ao espaço.
Construir minhas teias apenas para confundir os rastros.
Sou tão efêmero quanto o vento.
Sou água e fogo num visceral acalento.
A Terra é o meu lugar.

...6

Sozinho na parada
O frio, a brisa, afligem
Ao mesmo tempo em que acalmam

Aquele coração, que já lento bate
Ele, que em si mesmo se abate
E sofre, em vão

Teria milhares de relíquias prontas
Sob meu colchão
Mas agarro a dor
De longa data amiga
Sempre estende a mão

Mesmo etérea
Sabe-se que, após a derrota
Ela estará ali
Pronta, perfumada
Solitária como lhe convém
Como me convém

Ela nunca me disse um não
Ela nunca me nega carinho
Volta e meia, decora seu ninho
Com as jóias de minha perdição

Ela me tem
Me ganha em jogo, suor, sufoco
Ela me acaricia e satisfaz minha sede
De mim, nada pede

Nada senão minha tranquila companhia
Nada que lhe possa causar nostalgia
Ela me fisga com açucaradas barganhas
Ela me torna um pedaço magro
De banha

Em mim sorri
Ri de meu astuto triunfo
Sobre os ácaros cósmicos, rendidos, relutos
Desponta a cada nova vitória tardia
E ri, diante de minhas falhas
Bonitas

É com ela meu alvorecer
E meus dias quentes
Até o dia em que eu morrer.